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13/03/2010

ATIVIDADE: USANDO ROLINHOS DE PAPEL

O objetivo desta postagem não é a reprodução mecânica da atividade apresentada, mas servir como inspiração e sugestão para que o professor desenvolva o potencial criativo dos alunos.





Pode-se tanto usar os rolinhos de papel higiênico, quanto criar os próprios rolinhos...






ATIVIDADE: PATINHOS

O objetivo desta postagem não é a reprodução mecânica da atividade apresentada, mas servir como inspiração e sugestão para que o professor desenvolva o potencial criativo dos alunos.

Acho que é mais marreco do que pato...


ATIVIDADE: PALITOS DE PICOLÉ VIRAM MUITA COISA

O objetivo desta postagem não é a reprodução mecânica da atividade apresentada, mas servir como inspiração e sugestão para que o professor desenvolva o potencial criativo dos alunos.

Qualquer material pode ser útil como coadjuvante nas práticas de letramento. Hoje, coloco sugestões com palitos de picolé. Eles ajudam a desenvolver a coordenação motora, a noção espacial e o gosto estético. E uma boa vantagem é a facilidade para se trabalhar com este material, que aceita quase qualquer tipo de cola.









ATIVIDADE: CAIXINHAS DE LEITE

O objetivo desta postagem não é a reprodução mecânica da atividade apresentada, mas servir como inspiração e sugestão para que o professor desenvolva o potencial criativo dos alunos.

Podem ser de leite, de suco, ou outra similar...



ATIVIDADE: AVIÃOZINHO DE PAPEL

O objetivo desta postagem não é a reprodução mecânica da atividade apresentada, mas servir como inspiração e sugestão para que o professor desenvolva o potencial criativo dos alunos.


Parece simples, mas pouca gente sabe fazer.

12/03/2010

ATIVIDADE: VAMOS FAZER UM RATINHO?

Sempre tem gente que me pede para colocar no blog algumas atividades manuais e artesanais que podem ser utilizadas com crianças. Daí resolvi criar esta seção, na qual de tempos em tempos farei uma nova postagem.

O objetivo desta postagem não é a reprodução mecânica da atividade apresentada, mas servir como inspiração e sugestão para que o professor desenvolva o potencial criativo dos alunos.



11/03/2010

ELEFANTICES NA VILA ANDRADE

Ontem, fiz mais uma oficina literária a partir do querido e sorridente livro "O Elefante Infante", um forte colosso que o Rudyard Kipling deixou para o mundo. As crianças correram à mesa de atividades, malgrado o calor. Uma sombra fresca, quase como a de uma savana africana margeada por árvores-da-febre, propiciou o alívio, junto ao vento, ora brando, ora brisa.



A técnica que escolhi foi "ler o livro" por meio de gravuras que eu mesmo fiz em papéis cartonados, mostrando, uma a uma, passagens do belo conto. Em seguida, falamos sobre elefantes, sobre Rudyard, sobre o motivo de ele ter feito aquela história, e para quem ele fez (sua filha muito doente que acabou morrendo de um problema pulmonar).
Da história, o pulo para dentro do livro: suas gravuras ressaltavam elefantes vermelhos. Graça e leveza.
A curiosidade de uma das meninas participantes:
- Por que um livro em três colunas paralelas, cada coluna de uma cor?
- Ah... mas é um livro trilíngue. - expliquei...
Crianças da França, de Moçambique e da Austrália conseguiriam ler perfeitamente aquele livro. Portas. As línguas são portas, as palavras são as folhas secas que entram quando as abrimos, outonais, festivais.


Daí surgiu a vontade de estruturar um elefante. Colocar de dentro para forma um paquiderme. Desenhá-lo. Delineá-lo e dividi-lo em tantos fragmentos quantos seriam os retalhos alinhavados que dão forma e fruto às nossas vidas. Somos deliciosamente uma colcha de retalhos em fuxico - chita e chitão -, flores grandes e escancaradas, boiando sobre a margem do grande rio Limpopo.



Cada elefante foi embora com seu dono.
- E quando você volta?
- Ah, eu volto um dia, de repente... Mas se não, virá outra pessoa, com outro bicho, ou talvez para falar de estrelas, ou brincar de paginar a vida.

Ressalto o menino Jackson, 9 anos, ainda incapaz de ler, mas muito alegre, conversador, bom papo... Carregava dentro da mochila um saco com pasteizinhos de feira, aqueles pastéis-de-vento, alguns de brisa suave, que a gente compra pra tomar com cafezinho forte à tarde. Pois não é que o tal menino queria que eu levasse o saco de pastéis para casa?
Quando crianças, somos generosos. Crescemos e nos esquecemos da espontaneidade, da pureza, do momento presente - que é o bom.
Os pastéis ficaram com ele, junto ao elefante, junto ao porta-retratos, junto às revistas que ganhou para tentar, mais tarde - quem sabe... - ler. E ler muito.

07/03/2010

OFICINAS LITERÁRIAS: LER, ENTENDER, INTERPRETAR E CRIAR

(Reproduzo aqui texto e fotos que saíram no blog do ônibus-biblioteca. Texto de João B. A. Neto e fotos de Maria de Fátima.)

{ Destacamos aqui dois momentos distintos de um Ônibus-Biblioteca: primeiro, na garagem, ele repousa entre iguais, lá no Canindé. Segundo, vai fazer a diferença num outro cenário, chamado de roteiro, no qual ele se torna único como figura central na atividade que desempenha: espalhar, a cada dia, o gosto pela leitura em diferentes locais da cidade...

Pronto: eis o cenário já montado, com o atendente Cícero na primeira mesa. Na outra, um pequeno grupo está confabulando.

A partir desse momento, todos se tornam atores principais de uma mesma história, inclusive o nosso Ônibus. Hoje, quinta-feira, dia 4, ele está no roteiro de Vila Penteado, onde além de empréstimos de livros, revistas etc, haverá oficinas literárias com Adriano Messias e Cristina Carnelós...

O experiente escritor Adriano trouxe uma ideia na cabeça: permitir que os participantes coloquem pra fora o seu lado ferinha, através de confecção de máscaras. Interessante isso, não?...
Rapidamente, o processo criativo foi iniciado, tendo como base a leitura de livro sobre lobisomens e assombrações. Ai, que arrepio me deu!!! As crianças devem ter adorado, afinal elas curtem bem esses assuntos estranhos, sombrios.

Adriano Messias autor de "Histórias mal-assombradas em volta do fogão de lenha" orientou, com propriedade, cada ponto do processo criativo. E ninguém melhor que o autor pra falar:

"A leitura foi coletiva. O livro foi manuseado, folheado, decodificado. As imagens chamaram a atenção. E houve trechos preferidos, que despertaram aquela deliciosa curiosidade que envolve e acalenta a leitura prazerosa. Do trabalho com o objeto-livro, como um todo, passamos a conversar sobre os personagens, sobre sua construção e particularidades. (As atividades têm sido frutíferas: há crianças que já estão escrevendo seus livros em casa.)

Do personagem, pulamos à persona: a máscara. Caminho inverso. Busca original: de onde tudo vem. Bendita a Hélade que nos deu tanto! A possibilidade de se criar máscaras semelhantes aos monstrengos e sair por aí colocando pra fora as nossas "brabezas" de forma inofensiva é muito saudável mesmo."

Está aí um bonito trabalho, em que o autor não se preocupa somente com a escritura de seu livro, mas coloca o conteúdo em diferentes ângulos de interpretação, para que seu leitor possa realmente se apropriar do que foi escrito. E nada mais interativo que dialogar com o próprio autor e criar algo, simultaneamente. Essa é a proposta do Ônibus-Biblioteca!...

O dia de oficina literária em Vila Penteado foi bastante intenso. Não parou por aí. A comunidade contou também com a presença de Cristina Carnelós. Essa talentosa ilustradora é movida pelo trabalho criativo...

Tudo isso é muito nítido em suas palavras: "Trabalhei a criação de roteiros e personagens a partir de recortes de revistas. Nesta atividade, a criança recorta rostos (pessoas ou animais) que lhe interessam e cola em folhas brancas.

A partir da colagem, desenham corpos e cenários inventando simultaneamente a história e a gênese do personagem. E dou toda liberdade viu, fazem pessoas com 10 braços, pés quadrados, céu verde e amarelo, é uma farra. Ao final eles explicam o "mini conto" uns para os outros".

A pequena da foto, sob orientação de Cristina, já tem a destreza ao movimentar a tesourinha, para dar forma ao que ela pensa, dentro de seu mundinho literário. É muito prazeroso ver o processo criativo, nessa bonita fase de descobertas. Concordam?

Com os mais crescidinhos, não poderia ser diferente. Eles apreciam quando a tarefa nada lembra aquelas aulas sem propósitos, principalmente quando envolve leitura, interpretação, sem nenhum gancho criativo...

Percebam que com a dupla Cris e Adriano a história é diferente: ler, entender, interpretar e criar são verbos de ação aplicados com resultados instantâneos, uma vez que as tais oficinas ocorrem num curto espaço de tempo, porém muito proveitosa. É sinal verde para a criatividade...

É observada grande sinergia entre as oficinas de Adriano e de Cristina. E quem ganha são os autores, estando próximos de seus leitores. Deve ser bastante interessante ver sua obra desconstruída com o propósito de incentivar o ato criativo em alguém.

Foi o que presenciamos aqui, não foi? Fica evidente, também, o entrosamento espontâneo de crianças e adolescentes, diante da possibilidade de criar, criar e criar, bem diferente, bem mais interessante, do tal copiar, recortar e colar. O que acham? }


06/03/2010

ESCOLA ADOTOU LIVROS COM PALAVRÕES



Da Folha Online
01/03/2010 - 16h12

Escola adota livro com palavrões e causa polêmica em Campo Grande (MS)


Um livro de memórias escrito por um adolescente e adotado por uma tradicional escola de Campo Grande (MS) para crianças de dez anos de idade vem gerando polêmica entre pais de alunos e educadores e se tornou tema de discursos acalorados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

O motivo são palavrões ("porra", "merda", "caralho", entre outros) e expressões tidas pelos críticos como "preconceituosas" e "inadequadas" presentes nas pouco mais de 200 páginas de "Dia 4", escrito por Vithor Torres, 16, um aluno da CNEC (Campanha Nacional das Escolas da Comunidade) Oliva Enciso, mesma escola onde surgiu a polêmica.

Escrita em primeira pessoa, a obra relata impressões do autor ao longo de uma viagem de ônibus entre Campo Grande e São Paulo. Os trechos polêmicos, em geral, são comentários a respeito da roupa ou do comportamento de outros passageiros que seguiam viagem.

"(...) Até o mais idiota dos seres consegue reconhecer uma prostituta. No caso eram duas. Como sabia que elas eram putas? Muito simples. Uma "profissional do sexo' se veste apenas de duas formas: extravagantemente ou quase sem roupa", diz um trecho do livro.

A publicitária Ângela Gouveia disse à Folha que se surpreendeu ao folhear o livro que a sobrinha de dez anos iria usar na escola. "Não é falso moralismo nem hipocrisia ou puritanismo de minha parte. Só não vejo onde isso pode agregar valores às crianças em sua formação."

O deputado Marquinhos Trad (PMDB) discutiu o tema no plenário da Assembleia Legislativa e defendeu que o caso seja levado como denúncia à comissão de educação da Congresso Nacional. Em entrevista à Folha, se disse "constrangido". "Se não fizermos nada, o próximo livro de pré-alfabetização será o da Bruna Surfistinha."

Outro deputado, Professor Rinaldo (PSDB), inseriu o livro no "contexto da deturpação mundial". "O mundo caminha para o caos. É homem querendo casar com homem, aborto, e agora vem um livro como este para nossas crianças. Ninguém respeita mais ninguém."


A escola emitiu nota na qual disse que o livro não será objeto de uma "leitura irresponsável, solta e descontextualizada". "A linguagem do texto do autor flui naturalmente, e em alguns momentos o narrador extravasa toda a sua frustração ante os problemas pelos quais está passando", diz a nota. "Daí registra-se, em determinados momentos, alguns xingamentos ou palavras vulgares colocados no texto."

À Folha, o autor disse que não "tinha noção" do impacto que seu livro teria. "Muita gente criticou sem ler. Preferiram destacar frases soltas e fora do contexto. Mas não me abalo. Quero continuar escrevendo."

Enquanto finaliza um novo romance, Torres agora prepara uma até então inimaginável segundo edição de "Dia 4" --a primeira, com 250 exemplares, teve 25% do custo de impressão bancado por doações de pais de alunos. "Com a polêmica, muita gente me procurou para adquirir uma cópia e me incentivando a continuar."

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Palavrões em livros infantojuvenis

Há uma linha delicada entre o estético e o mau gosto? Entre o pedagógico e o não pedagógico?
Creio que sim.
O principal argumento contra o uso de palavrões em livros infantojuvenis é a faixa etária à qual as obras adotadas se destinam. Claro, porque a criança é ser em formação sob a responsabilidade de adultos, e a escola é um ambiente de crescimento, de fortalecimento do caráter. Todo mundo sabe disso.
Mas, dirão muitos, em contraponto: presidente da República fala palavrão, apresentadora de programa de TV fala palavrão, personagem de histórias em quadrinhos infantis fala palavrão... Pais e mães costumam falar palavrões. E por aí vai...
O excesso de pudores em relação a um livro infantojuvenil contendo palavrões é um excelente estímulo para as vendas. Boa parte das pessoas terá a curiosidade de saber quais palavrões foram censurados.
Minha grande indagação não é necessariamente em relação à presença ou ausência de palavrões em um livro infantojuvenil. Se não é conveniente que haja palavrões, então que os tais livros sejam substituídos. Pronto.
O que eu quero ir mais longe: por que os adultos ficam tão cheios de achaques com assuntos como este – um livro que contém palavrões -, mas, em oposição, ficam bem pouco preocupados com o que seus filhos estão “aprendendo” e apreendendo em certos jogos eletrônicos, sites da internet, filmes, revistas, grupos de “amigos”?
Muitos pais da classe média padrão costumam deixar os filhos ao deus-dará durante o dia todo. Estes, por sua vez, se esbaldam: compensam a falta de estrutura familiar em todos os tipos de aventuras. E palavrões costumam ser fichinha perto das notícias que de vez em sempre surgem nos jornais.
É como sempre tem sido feito: conserta-se o parafuso, mas a engrenagem toda está deficiente.
Dá vontade de falar um palavrão: pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico!!!

***
A enorme palavra acima é um termo médico: uma junção de várias síndromes.

05/03/2010

AS DOBRAS QUE A VIDA FAZ...

dObras... Este sugestivo termo tão deleuziano é o título de uma revista quadrimestral publicada pela Estação das Letras e Cores. E, dentro do panorama híbrido de nosso mundo ainda au début-de-siècle, ela soma linguagem acadêmica com colunas de moda no mais alto nível de sabor e conteúdo. Como diz seu slogan, "uma revista de moda mas não só, acadêmica mas nem tanto".
dObras permite múltiplos olhares, tantos são os olhares que a compõem, em suas subterrâneas redes inter e hipertextuais.

Delicada e ousada, a revista nos faz pensar por várias vezes em Deleuze, esse "pensador jubiloso da 'confusão' do mundo, segundo Alain Badiou.

Ela vai da construção à desconstrução, do clássico à última tendência, apontando e, sobretudo, discutindo, abrindo caminho para a análise. Vários de nossos mestres teriam prazer em lê-la: Nietzsche, Bergson, Freud, Lacan, Wittgenstein (e até mesmo Jung, que alguns gostam de deixar de fora da festa)... Mas não se trata de publicação para quem faz carão quando entra na primeira sessão do filme que homenageia Godard. Pelo contrário: dObras agrada a toda gente: gente antenada a vários hemisférios geográficos e cerebrais, gente de moda e de modas, gente de territórios plurais, que vive em mil platôs...


dObras

Estação das Letras e Cores

Tel.: (11) 4191-8668